terça-feira, 12 de julho de 2011

domingo, 12 de junho de 2011

RESUMO DA ÓPERA


A pedidos, aqui estão os arquivos de celular.

Primeiro semestre. Apesar do início tardio das oficinas, progressos a um mês do recesso.


Recadinho para o grupo II

Para emocionar o público o texto dramatúrgico deve primeiro emocionar o ator. Quando essa primeira emoção não ocorre, talvez seja o momento de deixarmos esse texto e partirmos para um outro.

O ator se comunica não apenas através de um texto decorado. O corpo e a alma interagem com o espaço cênico e também com a plateia. E para se chegar a isso é necessária muita disciplina, isso mesmo, disciplina. É quase como o treinamento de um atleta: exercícios de aquecimento vocal, técnicas de respiração, dicção, projeção de voz, empostação, expressão corporal e acima de tudo tem que mergulhar no texto e compreendê-lo profundamente .

Por isso ator tem que estudar a fundo o texto e aceitar as intervenções do diretor. Na verdade, o diretor teatral é a cara que não aparece no dia da apresentação, mas cabe a ele ser o primeiro espectador e apontar o que está bom ou ruim, é ele quem tem a encenação montada na cabeça, o diretor é o primeiro crítico da peça.“ O texto é a partitura, o diretor é o maestro e o ator é o instrumento”. Não há nada pior que desafinação, por isso os ensaios são imprescindíveis.

Na última oficina com o Grupo II, quarta-feira, ensaiamos a peça inteira, levamos um bom tempo nisso. Mas o texto ainda não está na ponta da língua, falta concentração, disciplina, trabalho em equipe, afinar um elenco é muito complicado, não é de uma hora para outra que tudo fica no mesmo compasso, no mesmo tom. Precisamos manter o silêncio, com atenção em todos os movimentos de quem está em cena para ajudá-los , prestar atenção em quem entra e sai de cena, ou seja, precisamos de muita, mas muita concentração.

Como é difícil todos ficarem quietos, sempre há um burburinho, alguém fala, um barulho e esquecem de ter respeito pelos que estão em cena. Por que será que é tão difícil manter a concentração? Por que temos que travar uma batalha em todos os ensaios para conseguir seguir adiante?

Por tudo isso, deixei os pequenos à deriva na última aula, intervi muito pouco ou quase nada e me cobraram que pegasse no pé dos que estavam atrapalhando. (Eu ri. Ah, os pré-adolescentes e a necessidade de terem os pés pegados). Disse e repito, nossos encontros nas oficinas não devem lembrar relações sedimentadas em sala de aula, nas quais o aluno acha que cabe sempre ao professor “pegar no pé” daquele que atrapalha. Estamos lá para nos divertir, para aprender juntos. Todos sabemos que é preciso concentração, não devo, tampouco quero, ser o responsável pela “ordem”, muito chato isso.

Mas já fiquei sabendo que meu silêncio durante a oficina e a conversa que tivemos na roda do final rendeu. Vocês ficaram chateados por eu considerar prematura a possibilidade de encenação de um texto e estão brigando por ele. Salve! Isso é nobre! Que venha a próxima quarta-feira.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

RECONTAÇÃO DE HISTÓRIA



Essa semana, na sala de leitura o tema foi recontar. E quem reconta um conto aumenta ou altera um ponto.
Após assistir o curta de animação A maior flor do mundo realizado por Juan Pablo Etcheverry, com narração do próprio Saramago, compartilhamos a leitura do livro. Os alunos compararam as duas versões e puderam constatar que cada um tem o seu "jeitão" de contar a mesma história. O audiovisual tem seus recursos para sensibilizar quem o assiste, trilha sonora e imagens animadas que dispensam diálogos, já o livro, mesmo com suas figuras, amplia a imaginação e possibilita diferentes interpretações.



Os alunos então recontaram à sua maneira o conto . E foi das mais diversas formas: desenho, quadrinhos, frases soltas, poemas, entrevista. Bom, Aqui estão algumas produções deles.


Para ler basta clicar na opção view all images e pausar em tela cheia (full screen).


Menino salva flor e é considerado HEROI



Fizemos uma entrevista com o garoto que salvou o que achava ser apenas uma pequena flor, mas na verdade era maior do que qualquer pessoa do mundo. Veja a seguir:

Repórter: Você poderia nos dizer um pouco sobre a sua vida?
Menino: Claro! Eu e meus pais nos mudamos a pouco tempo para a vila, havia muito para eu descobrir nesse novo local!
Repórter: Você pode nos contar como foi esse ato de heroísmo?
Menino: Bom, tudo começou quando eu quis explorar um pouco mais onde eu moraria. Do quintal pude ver o rio e fui até lá, quando cheguei observei que havia uma floresta do outro lado. Atravessei e andei toda a floresta até chegar a um imenso descampado, onde era impossível haver vida, e avistei uma espécie de colina. Chegando, mais perto percebi que tinha algo ali. Subi e avistei uma pequena flor, murcha mas tão murcha, que nem parecia estar viva. Eu queria ajudá-la. Então passei por todo o descampado, pela floresta inteira até chegar ao rio, e lá fiz uma conchinha com as mãos. Voltei todo o caminho até chegar a pequena flor, e despejei as gotas que restavam nas minhas mãos e a flor começou a crescer. Fiz isso umas vinte vezes até que cansado dormi perto da flor. Eu acordei com os meus pais me chamando e vi uma grande e linda flor.
Repórter: Para finalizar, você acha que o que fez é um ato de heroísmo? As pessoas deveriam fazer esses atos de bondade?
Menino: Acho que sim, pois eu fiz um ato de bondade e, claro, que todas as pessoas devem fazer algo assim!

E também fizemos uma entrevista com os pais do pequeno heroi:
Repórter: Vocês podem falar um pouco do seu filho?
Pais: Bom, nosso filho é calmo, bondoso e muito curioso.
Repórter: Vocês podem nos relatar quando vocês sentiram falta e como acharam o seu filho?
Pais: Quando começou a escurecer ficamos preocupados e, olhamos pela janela, vimos uma imensa flor. No caminho, perto do rio, vimos as pegadas dele e as seguimos, chegando perto da flor e avistamos nosso filho, nosso pequeno heroi.

Repórter: Muito obrigado!

Os vizinhos também deram seus comentários, entre eles selecionamos alguns: "Esse garoto é com certeza um heroi", "Ele não se importou em ficar cansado, ele quis salvar a flor e conseguiu, olha!", "Ele fez um ato muito maior que ele". Todos, até nossos reportes, ficaram surpresos com o tamanho da flor e com a grandeza do ato do pequeno menino, que foi considerado um heroi por todos.

A maior flor do mundo- conto de José Saramago recontado em formato entrevista por Bianca Machado (6 B)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

sábado, 7 de maio de 2011

E lá vem a peça!!

Fernanda atenta ao texto, no final a galerinha a escolheu para ser o corifeu.

Parabéns a todos pela maturidade no processo de seleção. Lembram do chororo do ano passado? Oh God!!!

Pois é, sem choro, sem discussão, sem queixas... foi assim que tanto o grupo I quanto o grupo II escolheram os atores que irão fazer os personagens das peças "Sonho de uma noite de verão" (grupo I) e "Cantigas de Roda"(grupo II) , ambas de autoria de Olga Reverbel.

Muito trabalho pela frente, tanto para os alunos/personagens quanto para os alunos/coro e alunos/ciranda.
Decorar textos, ensaiar, gravar as marcações de cena, coreografias...cenários....figurinos .... UFA!!!
Que a força esteja com todos nós!!!


E já está definida a data para apresentação no CEU São Rafael. Será no dia 18 de novembro. Parece longe, mas não é, bem o sabemos.

Evoé e até