sexta-feira, 27 de maio de 2011

RECONTAÇÃO DE HISTÓRIA



Essa semana, na sala de leitura o tema foi recontar. E quem reconta um conto aumenta ou altera um ponto.
Após assistir o curta de animação A maior flor do mundo realizado por Juan Pablo Etcheverry, com narração do próprio Saramago, compartilhamos a leitura do livro. Os alunos compararam as duas versões e puderam constatar que cada um tem o seu "jeitão" de contar a mesma história. O audiovisual tem seus recursos para sensibilizar quem o assiste, trilha sonora e imagens animadas que dispensam diálogos, já o livro, mesmo com suas figuras, amplia a imaginação e possibilita diferentes interpretações.



Os alunos então recontaram à sua maneira o conto . E foi das mais diversas formas: desenho, quadrinhos, frases soltas, poemas, entrevista. Bom, Aqui estão algumas produções deles.


Para ler basta clicar na opção view all images e pausar em tela cheia (full screen).


Menino salva flor e é considerado HEROI



Fizemos uma entrevista com o garoto que salvou o que achava ser apenas uma pequena flor, mas na verdade era maior do que qualquer pessoa do mundo. Veja a seguir:

Repórter: Você poderia nos dizer um pouco sobre a sua vida?
Menino: Claro! Eu e meus pais nos mudamos a pouco tempo para a vila, havia muito para eu descobrir nesse novo local!
Repórter: Você pode nos contar como foi esse ato de heroísmo?
Menino: Bom, tudo começou quando eu quis explorar um pouco mais onde eu moraria. Do quintal pude ver o rio e fui até lá, quando cheguei observei que havia uma floresta do outro lado. Atravessei e andei toda a floresta até chegar a um imenso descampado, onde era impossível haver vida, e avistei uma espécie de colina. Chegando, mais perto percebi que tinha algo ali. Subi e avistei uma pequena flor, murcha mas tão murcha, que nem parecia estar viva. Eu queria ajudá-la. Então passei por todo o descampado, pela floresta inteira até chegar ao rio, e lá fiz uma conchinha com as mãos. Voltei todo o caminho até chegar a pequena flor, e despejei as gotas que restavam nas minhas mãos e a flor começou a crescer. Fiz isso umas vinte vezes até que cansado dormi perto da flor. Eu acordei com os meus pais me chamando e vi uma grande e linda flor.
Repórter: Para finalizar, você acha que o que fez é um ato de heroísmo? As pessoas deveriam fazer esses atos de bondade?
Menino: Acho que sim, pois eu fiz um ato de bondade e, claro, que todas as pessoas devem fazer algo assim!

E também fizemos uma entrevista com os pais do pequeno heroi:
Repórter: Vocês podem falar um pouco do seu filho?
Pais: Bom, nosso filho é calmo, bondoso e muito curioso.
Repórter: Vocês podem nos relatar quando vocês sentiram falta e como acharam o seu filho?
Pais: Quando começou a escurecer ficamos preocupados e, olhamos pela janela, vimos uma imensa flor. No caminho, perto do rio, vimos as pegadas dele e as seguimos, chegando perto da flor e avistamos nosso filho, nosso pequeno heroi.

Repórter: Muito obrigado!

Os vizinhos também deram seus comentários, entre eles selecionamos alguns: "Esse garoto é com certeza um heroi", "Ele não se importou em ficar cansado, ele quis salvar a flor e conseguiu, olha!", "Ele fez um ato muito maior que ele". Todos, até nossos reportes, ficaram surpresos com o tamanho da flor e com a grandeza do ato do pequeno menino, que foi considerado um heroi por todos.

A maior flor do mundo- conto de José Saramago recontado em formato entrevista por Bianca Machado (6 B)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

sábado, 7 de maio de 2011

E lá vem a peça!!

Fernanda atenta ao texto, no final a galerinha a escolheu para ser o corifeu.

Parabéns a todos pela maturidade no processo de seleção. Lembram do chororo do ano passado? Oh God!!!

Pois é, sem choro, sem discussão, sem queixas... foi assim que tanto o grupo I quanto o grupo II escolheram os atores que irão fazer os personagens das peças "Sonho de uma noite de verão" (grupo I) e "Cantigas de Roda"(grupo II) , ambas de autoria de Olga Reverbel.

Muito trabalho pela frente, tanto para os alunos/personagens quanto para os alunos/coro e alunos/ciranda.
Decorar textos, ensaiar, gravar as marcações de cena, coreografias...cenários....figurinos .... UFA!!!
Que a força esteja com todos nós!!!


E já está definida a data para apresentação no CEU São Rafael. Será no dia 18 de novembro. Parece longe, mas não é, bem o sabemos.

Evoé e até


Chico Rei - Sala de Leitura


Para começo de conversa sempre é bom recorrer ao audiovisual, nesse caso o vídeo a seguir esclarece o anterior.

Durante as últimas duas semanas, tenho falado com os alunos dos 5os , 7os e 8os anos sobre a lenda de Chico Rei.
Como toda lenda, esta também tem seu fundo de verdade. Não existe registro oficial histórico sobre a existência de Chico Rei, mas todos os fatos que geraram a lenda sim: tráfico de africanos para serem vendidos como escravos no Brasil, mulheres e crianças eram jogadas ao mar quando havia necessidade de "aliviar a carga" dos navios negreiros, escravos trabalharam duro na mineração de ouro em Minas Gerais, a Irmandade dos homens pretos construiu igrejas que acolhiam os alforriados e a luta dos negros pela libertação dos escravos.
A congada, movimento cultural e religioso sincrético, é celebrada em algumas regiões do Brasil ao longo do ano e principalmente no mês de outubro na festa de Nossa Senhora do Rosário. Nessa festa há a coroação do Rei do Congo.


E como dizem os congadeiros:

"SALVE O ROSÁRIO, O ROSÁRIO SALVE!"

Chico Rei - para ouvir

Samba enredo – Salgueiro – 1964

Chico Rei

Vivia no litoral africano
uma régia tribo ordeira
cujo rei era símbolo
de uma terra laboriosa e hospitaleira.

Um dia, essa tranqüilidade sucumbiu
quando os portugueses invadiram,
capturando homens
para fazê-los escravos no Brasil.

Na viagem agonizante,
houve gritos alucinantes,
lamentos de dor
Ô-ô-ô-ô, adeus, Baobá,
Ô-ô-ô-ô-ô, adeus, meu Bengo, eu já vou.

Ao longe Minas jamais ouvia,
quando o rei, mais confiante,
jurou a sua gente que um dia os libertaria.

Chegando ao Rio de Janeiro,
no mercado de escravos
um rico fidalgo os comprou,
para Vila Rica os levou.

A idéia do rei foi genial,
esconder o pó do ouro entre os cabelos,

assim fez seu pessoal.

Todas as noites quando das minas regressavam
iam à igreja e suas cabeças banhavam,
era o ouro depositado na pia
e guardado em outro lugar de garantia
até completar a importância
para comprar suas alforrias.

Foram libertos cada um por sua vez
e assim foi que o rei,
sob o céu da liberdade, trabalhou
e um pouco de terra ele comprou,
descobrindo ouro enriqueceu.

Escolheu o nome de Francisco,
ao catolicismo se converteu,
no ponto mais alto da cidade Chico-Rei
com seu espírito de luz
mandou construir uma igreja
e a denominou
Santa Efigênia do Alto da Cruz!

Chico Rei - para ler

Livros disponíveis no acervo da escola sobre Chico Rei:






O Rei Preto de Ouro Preto
Sylvia Orthof
ilustrações- Rogério Borges

Em versos e rimas a autora conta a história de luta e do sonho de liberdade desse rei negro.




















Os Reizinhos de Congo
Edmilson de Almeida Pereira
Maria da Graça Muniz Lima

Dois contos-poemas que falam dessa festa popular.









E para nossa surpresa, ao abrir a caixa de novos livros que chegaram essa semana eis que, cheirando a novinho, surge mais um livro falando de Chico Rei, nas últimas páginas traz a letra do samba do Salgueiro que trouxe no Carnaval de 1964 como enredo a história do Chico Rei, o qual eu havia executado para os alunos ouvirem. Isso é que é Serendipity! O "acaso" (será?) nos favoreceu!!


Chico Rei
Renato Lima
ilustrações - Graça Lima



Narrativa que traz uma avó contando a seu neto a história de Chico Rei a partir da descoberta de uma passagem para a mina da Encardideira.